Se disser isso a um qualquer, perguntaria: que há de poesia nisso?
“Nada!!”
Mas o saxofone que ascende do inferno ao céu passeia livremente por este mundo, com seus acordes que progridem em hipnótica harmonia.
Tem algo que toca a minha essência. Desvendada ao tempo do longo solo e me mostra quão longínqua donde estou.
E aí está a poesia, meu caro cético!!
Aqui estão versos intensos sem propósito além de arrancar uma lasca duma pedra fundamental enterrada em meu alicerce.
Um mundo brota de minha essência, assim: como ele é.
Até chegarem a ti - reais e verbais por definição, com todas as máscaras das palavras enfeitadamente inventivas - se dissolvem e se reestruturam mediadas gramaticalmente, artificialmente, para criarem ilusões encantadoras.
Queria tirar toda a fantasia, desnuda e bela como ti.
Queria tirar essa máscara vomitada, real, sem teu sentimento.
Mas pra que?
Se isto não pode ver
E acaba por ver outra coisa quando sair de dentro de mim.
Mas de lá sempre imploram para saírem
No instante que correm por milhões de neurônios
E quando o sangue se inquieta no pulso do coração inconstante
Tenho que lhe dizer
Ou podemos ficar mudos e envergonhados de nosso ser
Sem expressão
Ou
Quem se apaixonaria por tais mentiras?
Quando se pode a qualquer lugar se banhar em verdades?
A andança pelo mundo nunca te dirá o que queres ouvir, mas marcará sua alma profundamente ao ponto de o caminho por ela percorrido ser infinito.
(E tudo ao som de Coltrane)
sexta-feira, 25 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
A fast, passionate, poem
If there's sparkles in their eyes
If there's fire in their hearts
Their mouths shall melt
Their bodies twist and roll
And the ecstasy bursts
If there's fire in their hearts
Their mouths shall melt
Their bodies twist and roll
And the ecstasy bursts
terça-feira, 22 de março de 2011
Depois do domingo
Depois que o futebol do domingo acabar
O que vem à cabeça quando já for tarde da noite: é a hora de dormir!
Porque é extenuante o sagrado dia do descanso
Mesmo quando o próximo dia virá naturalmente
E assim será para todos seus colegas que falarão sobre o jogo de ontem
Enquanto ignoram (ou escondem) as verdades contidas no jogo maior que o futuro traz
E esse jogo já estará perdido apenas em algumas horas de vida
Lembro-me dos jogos que fingimos não competir
Enquanto vemos programas de auditório e algo patrocinado pelo dinheiro
Chegamos a nos perguntarmos sobre a real de toda a cena mainstream?
Qual é a canção que ouvirão do rádio? Será ela a voz de uma geração?
Ninguém grita a plenos pulmões e assim todos perderão a voz
O que será do sangue quando se empedra ao ouvir um tabu?
É um zeitgeist perdido numa era que nem a mente afiada compreende
Sim, meus queirdos, o mundo nunca parou e isso não é motivo para a ignorância
Então, para melhor, damos um tempo para esquecemos de produzir valores se queremos a liberdade factual
O que vem à cabeça quando já for tarde da noite: é a hora de dormir!
Porque é extenuante o sagrado dia do descanso
Mesmo quando o próximo dia virá naturalmente
E assim será para todos seus colegas que falarão sobre o jogo de ontem
Enquanto ignoram (ou escondem) as verdades contidas no jogo maior que o futuro traz
E esse jogo já estará perdido apenas em algumas horas de vida
Lembro-me dos jogos que fingimos não competir
Enquanto vemos programas de auditório e algo patrocinado pelo dinheiro
Chegamos a nos perguntarmos sobre a real de toda a cena mainstream?
Qual é a canção que ouvirão do rádio? Será ela a voz de uma geração?
Ninguém grita a plenos pulmões e assim todos perderão a voz
O que será do sangue quando se empedra ao ouvir um tabu?
É um zeitgeist perdido numa era que nem a mente afiada compreende
Sim, meus queirdos, o mundo nunca parou e isso não é motivo para a ignorância
Então, para melhor, damos um tempo para esquecemos de produzir valores se queremos a liberdade factual
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Tempo
Tempos brutos
Que me obrigam a recuperar a sensibilidade perdida
Por uma cabeça cotidianamente fervente
Próxima a explodir por qualquer faísca
Sensibilidade abandonada é assim: o amor se foi
Em meio destes modos recrudescidos pela necessidade de mais e mais
Diante das incertezas por muito ocultas nas verdades reconfortantes
E passa-se o tempo solitário
Amigos cabisbaixos também perecem sem suas repostas
Eram questões que preferia não perguntar
Mas a coragem nos leva para outras estradas
Assim nos reencontramos
Em meio ao fogo dos desejos
Em meio à desolação do inalcançado
Em meio ao drama do fim
Em meio do insensível
E ela volta?
Desde que eu a encontre, mas...
Que me obrigam a recuperar a sensibilidade perdida
Por uma cabeça cotidianamente fervente
Próxima a explodir por qualquer faísca
Sensibilidade abandonada é assim: o amor se foi
Em meio destes modos recrudescidos pela necessidade de mais e mais
Diante das incertezas por muito ocultas nas verdades reconfortantes
E passa-se o tempo solitário
Amigos cabisbaixos também perecem sem suas repostas
Eram questões que preferia não perguntar
Mas a coragem nos leva para outras estradas
Assim nos reencontramos
Em meio ao fogo dos desejos
Em meio à desolação do inalcançado
Em meio ao drama do fim
Em meio do insensível
E ela volta?
Desde que eu a encontre, mas...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Trecho de algo a mais a escrever
(Parte Única – As abstrações que serão guardadas na memória)
Nestas províncias até as máquinas são abusadas, mas não pela exaustão, antes pelas crenças que os valores deste lugar hão de construir algo, mas não vão além do que sempre se crê, do que é dado como certo e assim sempre será - talvez venha daí a religiosidade desta cidade. Não poderia lhe encaixar tão bem algo tão medieval. Medievalmente positivista, sempre uma coisa de cada vez, sempre ligado a um caminho para o sucesso, o positivo, o acrescentar incessante, acrescentando somente as coisas valorosas para o próximo movimento de extrema utilidade para o sucesso.
E se tudo isso for ideológico, devo dizer que é o mais fracassado dos sistemas. E tudo aqui seria tão carregado de malditos símbolos forjados no provincianismo paulista.
Quando escrevo é como se a última herança deste mundo estivesse se desfazendo, um mundo que finalmente se esvai e agora estamos todos bem para viver, agora temos outros sentidos para descobrir novos significados onde símbolo algum nos denegrirá. Mas aí olho em volta e tudo volta a ser extenuante pois nada mudou, mas há algo que já não é mais em mim, algo que está para ser quando ando nas ruas noturnas. Preciso sair daqui, doar todo para a caridade, tudo o que eu preciso é um tostão por dia.
E as horas da madrugada esvaem-se, ao tocar do relógio desesperadamente calmo, pois nem ele agüenta ser tão abusado pelo cotidiano; justo ele, que tem o tempo em seus braços.
Nestas províncias até as máquinas são abusadas, mas não pela exaustão, antes pelas crenças que os valores deste lugar hão de construir algo, mas não vão além do que sempre se crê, do que é dado como certo e assim sempre será - talvez venha daí a religiosidade desta cidade. Não poderia lhe encaixar tão bem algo tão medieval. Medievalmente positivista, sempre uma coisa de cada vez, sempre ligado a um caminho para o sucesso, o positivo, o acrescentar incessante, acrescentando somente as coisas valorosas para o próximo movimento de extrema utilidade para o sucesso.
E se tudo isso for ideológico, devo dizer que é o mais fracassado dos sistemas. E tudo aqui seria tão carregado de malditos símbolos forjados no provincianismo paulista.
Quando escrevo é como se a última herança deste mundo estivesse se desfazendo, um mundo que finalmente se esvai e agora estamos todos bem para viver, agora temos outros sentidos para descobrir novos significados onde símbolo algum nos denegrirá. Mas aí olho em volta e tudo volta a ser extenuante pois nada mudou, mas há algo que já não é mais em mim, algo que está para ser quando ando nas ruas noturnas. Preciso sair daqui, doar todo para a caridade, tudo o que eu preciso é um tostão por dia.
E as horas da madrugada esvaem-se, ao tocar do relógio desesperadamente calmo, pois nem ele agüenta ser tão abusado pelo cotidiano; justo ele, que tem o tempo em seus braços.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Por quanto tempo a cidade será moribunda?
O cara mais velho da cidade finalmente foi deixado por toda a família
Morgando sozinho em casa não era um bom negócio
Ele saiu errante pelas ruas, passando os dias por elas
Descansado o corpo na calçada
Como se fosse pedinte sem esmola, uma mente livre na real
Mas as pessoas apressadas nunca pensaram o mesmo
Nenhum jamais sentou ao seu lado com um trago convidativo a compartilhar
Só umas moedas eram jogadas ao seu lado
“Que diabos há com as ruas? Ninguém passa dias, nem mesmo uma única noite aqui fora!
Eu sou aquele que a morte quer, mas parece que sou eterno e a cidade à tempos é um cadáver abandonado.
Meu caro veja estas moedas, são mais velhas que meu espírito, porque a cada dia levanto novo!
Mas ninguém está aqui para diversão!”
Grande razão tem as palavras do velho!
A cidade está morta!
À noite só temos álcool e cigarros
Às vezes é tão solitário mesmo com amigos
Acaso quem não está só de passagem ao nosso lado?
Muitos só estão voltando para descansar
Mas não é o aconchego do lar que faz o homem tão débil?
Vejo que não estão a descansar
Estão a morrerem em suas casas para serem zumbis do trabalho
Você observa aquele homem atravessando tantos lugares na cidade
Ela não está nem um pouco velho, e ainda está livre, uma benção da idade
O mais velho torno-se livre!
Ouçam seus dizeres! Vamos ouvi-lo e à noite viver sua sabedoria!
Ei, meu caro amigo
O que vocês farão sobre estes dias?
Eles não são obscuros, a humanidade não está perdida
Nós não vemos o amor em muitos lugares, é verdade
Mas não tem churumela pra fugir
Garotos e garotas! Garotas sem garotos! Garotos com garotos e garotas com garotas! A cidade é de vocês!
“Ninguém deve culpar o amor por ele correr livremente em nossas ruas
Venham logo! Caiam fora de seus lamentáveis quartos e façam amor em todo lugar!
É! Todos devem fazer! Toda a cidade deve suspirar toda hora de toda noite!”
Morgando sozinho em casa não era um bom negócio
Ele saiu errante pelas ruas, passando os dias por elas
Descansado o corpo na calçada
Como se fosse pedinte sem esmola, uma mente livre na real
Mas as pessoas apressadas nunca pensaram o mesmo
Nenhum jamais sentou ao seu lado com um trago convidativo a compartilhar
Só umas moedas eram jogadas ao seu lado
“Que diabos há com as ruas? Ninguém passa dias, nem mesmo uma única noite aqui fora!
Eu sou aquele que a morte quer, mas parece que sou eterno e a cidade à tempos é um cadáver abandonado.
Meu caro veja estas moedas, são mais velhas que meu espírito, porque a cada dia levanto novo!
Mas ninguém está aqui para diversão!”
Grande razão tem as palavras do velho!
A cidade está morta!
À noite só temos álcool e cigarros
Às vezes é tão solitário mesmo com amigos
Acaso quem não está só de passagem ao nosso lado?
Muitos só estão voltando para descansar
Mas não é o aconchego do lar que faz o homem tão débil?
Vejo que não estão a descansar
Estão a morrerem em suas casas para serem zumbis do trabalho
Você observa aquele homem atravessando tantos lugares na cidade
Ela não está nem um pouco velho, e ainda está livre, uma benção da idade
O mais velho torno-se livre!
Ouçam seus dizeres! Vamos ouvi-lo e à noite viver sua sabedoria!
Ei, meu caro amigo
O que vocês farão sobre estes dias?
Eles não são obscuros, a humanidade não está perdida
Nós não vemos o amor em muitos lugares, é verdade
Mas não tem churumela pra fugir
Garotos e garotas! Garotas sem garotos! Garotos com garotos e garotas com garotas! A cidade é de vocês!
“Ninguém deve culpar o amor por ele correr livremente em nossas ruas
Venham logo! Caiam fora de seus lamentáveis quartos e façam amor em todo lugar!
É! Todos devem fazer! Toda a cidade deve suspirar toda hora de toda noite!”
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Alegoria das famílias & algozes
Maldito seja o establishment da família linda
Que não passa de uma pedra carregada ao topo do morro da hipocrisia
Pra rolar abaixo e cair sobre a alma daqueles que a denunciam como fábula
Os terríveis algozes sem piedade
Que de sábia atitude não sobem o maldito monte
Que não passa de uma pedra carregada ao topo do morro da hipocrisia
Pra rolar abaixo e cair sobre a alma daqueles que a denunciam como fábula
Os terríveis algozes sem piedade
Que de sábia atitude não sobem o maldito monte
domingo, 8 de agosto de 2010
Sweet Tragedy of Modern Relationship (Yes, I love you)
Part One – It Begins (At Home)
The sweet tragedy of modern relationship begins on a Sunday afternoon, a lonesome moment by the way, even inside an undeniable friendly heart. Sat down in the dawn for a smoke, a modest toast to the silence. No good night, nor good trip, no one to be by the side. Therefore comes the evening; it can’t be a good one watch TV, matter of fact it’s always the worst occasion to do so, with or without someone. It’s also true that going to movies alone was never charming, but a fine doing when truly young – actually not thinkable nowadays. What could possibly be another company? Love still floating around the bedroom, but won’t find coziness in the middle of two unclothed bodies. Opening the window won’t make it leave; furthermore the door is the portico to welcome no more than loneliness. Indeed, the home is the love keeper.
The sweet tragedy of modern relationship begins on a Sunday afternoon, a lonesome moment by the way, even inside an undeniable friendly heart. Sat down in the dawn for a smoke, a modest toast to the silence. No good night, nor good trip, no one to be by the side. Therefore comes the evening; it can’t be a good one watch TV, matter of fact it’s always the worst occasion to do so, with or without someone. It’s also true that going to movies alone was never charming, but a fine doing when truly young – actually not thinkable nowadays. What could possibly be another company? Love still floating around the bedroom, but won’t find coziness in the middle of two unclothed bodies. Opening the window won’t make it leave; furthermore the door is the portico to welcome no more than loneliness. Indeed, the home is the love keeper.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Revisitando o fim da infância (sei que todos lembram muito bem dela)
Prólogo ao Fim da Infância (uma apresentação geral em forma de poema)
No fim da infância era tudo mais simples,
todos já sabiam que havia um mundo a encarar, regras que haveriam de ser seguidas,
noites sendo vividas à luz e à sombra, havia entorpecentes e prazeres fartos
e tantos deuses encarnados e somente um para não crer em fé
assim, não havia quem dissesse o que ser feito
e a liberdade era tão primitiva...
Sobre as mentiras (ouvidas na infância): A voz do cão sob este sistema de Babilônia
Sobre o relógio nosso de cada dia
Não, meu filho. O dia não tem 24 horas. E aquele seriado também não. Medir a natureza com instrumentação tão abstrata nunca revela verdade alguma: são só as leis humanas sobre uma idealização cotidiana, para fim de sustentá-la em sua árdua tarefa do trabalho – haja vista que é ilusão e o rico só sua quando corre no seu cúper. Nos fins, para deixar entendido, fica esclarecido que só a natureza sabe quanto tempo tem, terá e teve; então eu também não sei quantas horas tem o dia, mas sei que horas são.
No fim da infância era tudo mais simples,
todos já sabiam que havia um mundo a encarar, regras que haveriam de ser seguidas,
noites sendo vividas à luz e à sombra, havia entorpecentes e prazeres fartos
e tantos deuses encarnados e somente um para não crer em fé
assim, não havia quem dissesse o que ser feito
e a liberdade era tão primitiva...
Sobre as mentiras (ouvidas na infância): A voz do cão sob este sistema de Babilônia
Sobre o relógio nosso de cada dia
Não, meu filho. O dia não tem 24 horas. E aquele seriado também não. Medir a natureza com instrumentação tão abstrata nunca revela verdade alguma: são só as leis humanas sobre uma idealização cotidiana, para fim de sustentá-la em sua árdua tarefa do trabalho – haja vista que é ilusão e o rico só sua quando corre no seu cúper. Nos fins, para deixar entendido, fica esclarecido que só a natureza sabe quanto tempo tem, terá e teve; então eu também não sei quantas horas tem o dia, mas sei que horas são.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Há beleza nisso? E a eternidade?
Estas flores mudaram
elas não agüentariam mais que uma eternidade
Novas não nasceram
as substitutas são a novidade
Personagens roncam feito motor
arrastam-se como asfalto
diante desta beleza todos se fazem nada
São o clímax efêmero do ápice da futilidade
enfiadas em tubos translúcidos
para admiradores do fim da natureza
estes tais masturbadores fotográficos
guardam a beleza que vai embora
Tudo vira quadro, arte e memória
Não há ordem nisso
Há flores por aí a nunca serem ouvidas
mas cumprem o destino fadado a elas
seja humano ou seja coisa
elas não agüentariam mais que uma eternidade
Novas não nasceram
as substitutas são a novidade
Personagens roncam feito motor
arrastam-se como asfalto
diante desta beleza todos se fazem nada
São o clímax efêmero do ápice da futilidade
enfiadas em tubos translúcidos
para admiradores do fim da natureza
estes tais masturbadores fotográficos
guardam a beleza que vai embora
Tudo vira quadro, arte e memória
Não há ordem nisso
Há flores por aí a nunca serem ouvidas
mas cumprem o destino fadado a elas
seja humano ou seja coisa
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Intervalos
INTERVALO AVULSO com parênteses
O ser humano não consegue viver sozinho, porém falha ao viver em coletividade. (Neste meio nasce a sociedade.)
INTERVALO I
Não sabemos de modo exato como aproveitar o tempo, mas sempre achamos que estamos a desperdiçá-lo. Abstrato em um círculo com números percorrido por negros ponteiros a indicar o nosso fracasso diante de nossa vontade de precisar a nossa vida. Assim o cotidiano se repete, e que pleonasmo é este!!
A exemplo: estou na aula desperdiçando esse tempo precioso, destinado a estar sentado numa carteira escolar (a parte física do processo faz-se presente), divagando sobre o tempo ao passo que poderia aproveitar tudo mais ao meu redor, neste momento, se discutisse ou desse atenção ao estudo da Carta de Atenas.
Claro que o que vale ou não o tempo é algo concebido socialmente. Fugir do cotidiano estabelecido é estar sempre alheio ao tempo do relógio: esta é uma decisão pessoal.
E segue o cotidiano repetindo os momentos até findar o nosso tempo de vida; mas há sempre distrações entre um segundo e outro pulado pelos ponteiros pra sair de qualqer tempo aceito.
O ser humano não consegue viver sozinho, porém falha ao viver em coletividade. (Neste meio nasce a sociedade.)
INTERVALO I
Não sabemos de modo exato como aproveitar o tempo, mas sempre achamos que estamos a desperdiçá-lo. Abstrato em um círculo com números percorrido por negros ponteiros a indicar o nosso fracasso diante de nossa vontade de precisar a nossa vida. Assim o cotidiano se repete, e que pleonasmo é este!!
A exemplo: estou na aula desperdiçando esse tempo precioso, destinado a estar sentado numa carteira escolar (a parte física do processo faz-se presente), divagando sobre o tempo ao passo que poderia aproveitar tudo mais ao meu redor, neste momento, se discutisse ou desse atenção ao estudo da Carta de Atenas.
Claro que o que vale ou não o tempo é algo concebido socialmente. Fugir do cotidiano estabelecido é estar sempre alheio ao tempo do relógio: esta é uma decisão pessoal.
E segue o cotidiano repetindo os momentos até findar o nosso tempo de vida; mas há sempre distrações entre um segundo e outro pulado pelos ponteiros pra sair de qualqer tempo aceito.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Oh, poetry!!
Tempest
A great tempest distracts me
I was afraid of it when a child
The warn and motionless air
Beneath the clouds paralyzes me
As a light appear in flash
Cutting the sky, revealing a thunderbolt
Thus relief comes with sound, knowing it was far away from my home
Rain-wash, takes thoughts of the brain
Still, man contemplates this force
The nature gaze its creation
Giving smelly life to the land
. . .
PS: Meu primeiro texto em inglês aqui. Muito tempo que não escrevia nessa língua; me veio esse poema em inglês mesmo e, sem demora, o escrevi.
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
E segue a vida, lá & cá
Há bastante vida lá fora? Aqui se vai por uma carreira, dia-a-dia, casa e trabalho; os fins de semanas são o Eldorado de quem os encontrou, e há mais sexo.
. . .
PS: Nem tanto tempo que não escrevo aqui, mas já parece mais de um ano. Que não me importa essa porra de tempo. Há tanta ilusão em sua medição que semanas são só semanas, fim de semana sempre tem que ser fim de semana (o melhor que todos queremos) e até os dias são imperceptíveis.
E ao som de Moody Blues.
. . .
PS: Nem tanto tempo que não escrevo aqui, mas já parece mais de um ano. Que não me importa essa porra de tempo. Há tanta ilusão em sua medição que semanas são só semanas, fim de semana sempre tem que ser fim de semana (o melhor que todos queremos) e até os dias são imperceptíveis.
E ao som de Moody Blues.
quinta-feira, 26 de março de 2009
Enquanto isso...
quarta-feira, 11 de março de 2009
PAUSA
||
(Sim, por tantos meses sem publicar algo, odeio essa parte, oficializo a pausa que em breve terminará; enquanto isso penso no que fazer desse lugar a fim de dedicar-lhe mais tempo, pois vale a pena.)
(Sim, por tantos meses sem publicar algo, odeio essa parte, oficializo a pausa que em breve terminará; enquanto isso penso no que fazer desse lugar a fim de dedicar-lhe mais tempo, pois vale a pena.)
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Convite
Vamos fingir que está bom
Fingir que estamos bem
Que vivemos descompromissados
Descartando tanta coisa
Tanta mesmice
Mesmos assim
Assim sempre
Sempre fingindo que vamos
Fingir que estamos bem
Que vivemos descompromissados
Descartando tanta coisa
Tanta mesmice
Mesmos assim
Assim sempre
Sempre fingindo que vamos
sábado, 6 de dezembro de 2008
Onde se cega
Bloco cilíndrico alvo
Sepulta um zumbi pálido
Vigiado até em distantes lugares
Devendo permanecer fixo como corpo neutro imponente
Enquanto é escuro de podre por dentro
E inacessível de tão frio
Mancha de sangue que jorra dele
Último sinal vital convidativo
Da arte que tenta correr presa entre dois muros
Loucura no ar das salas tortuosos
Chão fétido de poeira cotidiana
Entrem e saiam como mesmos
Imóvel
Não morre
Muito menos vive
Sem exaltar
Indiferente que cala as diferenças
Sem êxito
Esconde o fracasso da futilidade
Em seu próprio nome
Prossegue
Sem êxtase
Sepulta um zumbi pálido
Vigiado até em distantes lugares
Devendo permanecer fixo como corpo neutro imponente
Enquanto é escuro de podre por dentro
E inacessível de tão frio
Mancha de sangue que jorra dele
Último sinal vital convidativo
Da arte que tenta correr presa entre dois muros
Loucura no ar das salas tortuosos
Chão fétido de poeira cotidiana
Entrem e saiam como mesmos
Imóvel
Não morre
Muito menos vive
Sem exaltar
Indiferente que cala as diferenças
Sem êxito
Esconde o fracasso da futilidade
Em seu próprio nome
Prossegue
Sem êxtase
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