quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Trecho das Crônicas de um Coração Caótico
Chego mais perto de entender como a beleza das pessoas acabam se perdendo, assim como a minha também corre o risco de esvair e certamente ela me abandona. Todos os acidentes do cotidiano, ou talvez de só uma tarde de domingo. É frágil a beleza, ela pode ser desgastada rapidamente quando manifesta nos lugares errados, por isso ela vive tímida, o que acaba a definhando. E, céus, como é difícil observá-la e compreendê-la!
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Prólogo sobre o movimento
Minha caligrafia não é perfeita
Todos meus amores, apesar de suas belas letras, não escrevem por linhas retas
Minhas narrativas fluem de mim, nem todos as verão como texto conciso
De fato não é
Alguns se assustam e nada farei, pois apesar de crerem que algo devo reparar, sei que apenas é assim
Posso ser sincero e dizer sobre como nos tempos de hoje coisas boas vem em tempos estranhos
E admitir o quanto fragmentado nosso viver é nos deixa mais próximo de uma beleza antes imperceptível
Assim cresce o mais nato desejo pela beleza
Assim é o meu deleite: o prazer que só a beleza dos atos traz
Todos meus amores, apesar de suas belas letras, não escrevem por linhas retas
Minhas narrativas fluem de mim, nem todos as verão como texto conciso
De fato não é
Alguns se assustam e nada farei, pois apesar de crerem que algo devo reparar, sei que apenas é assim
Posso ser sincero e dizer sobre como nos tempos de hoje coisas boas vem em tempos estranhos
E admitir o quanto fragmentado nosso viver é nos deixa mais próximo de uma beleza antes imperceptível
Assim cresce o mais nato desejo pela beleza
Assim é o meu deleite: o prazer que só a beleza dos atos traz
sábado, 27 de agosto de 2011
Despertares
Acordei prum dia que não pede mais mansidão. Tu esbofeteaste o marasmo que me enrolava os sentimentos. Tu não me fazes mais atrasar. Tu fazes sair palavras de mim, mesmo sem fôlego. Tu fazes te querer, te gostar, te envolver, te beijar.
E acordo cedo, porque a noite depressa se foi e o dia chegou, neste tempo horas sem ti se passaram. Acordo agitado querendo a certeza que tu me queres sem receio e por mais um dia ter a felicidade contigo.
Me fazes sorrir, me fazes bem, mesmo tu estando mal. Pois o mal é contigo, é medo. E lhe digo para não vacilar, para não temer, para acreditar. Tinha o pé atrás, uma covardia, tu não o tenhas, tu és coragem! E caso inevitável seja a dor, ela virá depois das coisas belas, apenas um espinho entre tantas flores cultivadas por nosso bem querer. Vamos, que todo este carinho vale a pena!
. . .
O coração aperta quando sabe que a beleza que tentou furtar se foi.
Desespera quando descobre que realmente esta beleza nunca lhe pertenceu.
O coração quer devorar, ele fica egoísta quando o mundo gira somente a dois.
A beleza se perde no ato de desejar ser comida.
E se eu desejar tua pele, tuas coxas, teus seios, tua boca, teu olhar, teu gozo e teus cabelos? E se eu os quiser pra mim? Nada terei.
Posso, sim, é apreciar cada coisa bela que há em ti. E retribuir o carinho em tua pele, tuas coxas, teus seios, tua boca, teu olhar, teu gozo e teus cabelos.
E acordo cedo, porque a noite depressa se foi e o dia chegou, neste tempo horas sem ti se passaram. Acordo agitado querendo a certeza que tu me queres sem receio e por mais um dia ter a felicidade contigo.
Me fazes sorrir, me fazes bem, mesmo tu estando mal. Pois o mal é contigo, é medo. E lhe digo para não vacilar, para não temer, para acreditar. Tinha o pé atrás, uma covardia, tu não o tenhas, tu és coragem! E caso inevitável seja a dor, ela virá depois das coisas belas, apenas um espinho entre tantas flores cultivadas por nosso bem querer. Vamos, que todo este carinho vale a pena!
. . .
O coração aperta quando sabe que a beleza que tentou furtar se foi.
Desespera quando descobre que realmente esta beleza nunca lhe pertenceu.
O coração quer devorar, ele fica egoísta quando o mundo gira somente a dois.
A beleza se perde no ato de desejar ser comida.
E se eu desejar tua pele, tuas coxas, teus seios, tua boca, teu olhar, teu gozo e teus cabelos? E se eu os quiser pra mim? Nada terei.
Posso, sim, é apreciar cada coisa bela que há em ti. E retribuir o carinho em tua pele, tuas coxas, teus seios, tua boca, teu olhar, teu gozo e teus cabelos.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Cenas depois de um útero semeado
Cena 1
Deitado na cama de olhos para o teto branco você surge do canto de minha visão. Milhares de fios negros, de certa leveza mesmo molhados de suor, soltos ao redor de sua cabeça a esconder sua face. Ainda não vi seus olhos, sei que estão fechados, você permanece em cima de mim cabisbaixa, sei que está rubra, sinto você ofegar. Num ato brusco empina a cabeça jogando todo o negro para traz, vejo seus seios seguirem o movimento de seu tronco e suas costelas expostas revelando uma nudez mais profunda. Lambe seus lábios carmim e vira os olhos hipnotizados diretamente para os meus. E sorri com todos os dentes. Abaixa a cabeça próxima a minha, seus fios envolvem nosso olhar em um túnel de fios com feixes de luz entre eles. Permanece sorrindo com os lábios cada vez mais esticados, eles são carmim, suas bochechas são rubras e o resto de seu rosto é pálido. É tudo vermelho e branco numa sala negra com alguma luz passando pela fresta da janela, revelando aos poucos (é preciso ter pupilas bem dilatadas para ver) a beleza que há: é assim que lhe vejo.
Deitado na cama de olhos para o teto branco você surge do canto de minha visão. Milhares de fios negros, de certa leveza mesmo molhados de suor, soltos ao redor de sua cabeça a esconder sua face. Ainda não vi seus olhos, sei que estão fechados, você permanece em cima de mim cabisbaixa, sei que está rubra, sinto você ofegar. Num ato brusco empina a cabeça jogando todo o negro para traz, vejo seus seios seguirem o movimento de seu tronco e suas costelas expostas revelando uma nudez mais profunda. Lambe seus lábios carmim e vira os olhos hipnotizados diretamente para os meus. E sorri com todos os dentes. Abaixa a cabeça próxima a minha, seus fios envolvem nosso olhar em um túnel de fios com feixes de luz entre eles. Permanece sorrindo com os lábios cada vez mais esticados, eles são carmim, suas bochechas são rubras e o resto de seu rosto é pálido. É tudo vermelho e branco numa sala negra com alguma luz passando pela fresta da janela, revelando aos poucos (é preciso ter pupilas bem dilatadas para ver) a beleza que há: é assim que lhe vejo.
ERRATAS
ERRATA (1): O que anteriormente chamava de amor, na verdade, era desejo. Assim fica corrigido. Onde vocês anteriormente leram amor, eu dizia desejo.
ERRATA (2): O que anteriormente chamava de sonho, na verdade, era imaginação. Assim fica corrigido. Onde vocês anteriormente leram sonho, eu dizia imaginação.
ERRATA (2): O que anteriormente chamava de sonho, na verdade, era imaginação. Assim fica corrigido. Onde vocês anteriormente leram sonho, eu dizia imaginação.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Uma antiga conversa
Há algo de errado aqui e ali, quase em todo lugar!
- Ah, meu caro, sempre há!
E há algo estranho quando acordo, caio da cama, perco o sono, penso nela e no mundo
- Certamente você nunca amaste e nem estás apaixonado...
Abandonei tanta coisa. Poderia ser uma vida bem sucedida cujos muitos ambicionam
- Não serias, não te enganes, és poeta!
E sobre travar diálogos internos: ainda não defini se é loucura ou mera prepotência
- Aí reside a arte, meu caro!
Ela é maldita, né?
- Nem devias perguntar, já sabes bem o que é belo
A nudez...
- Ah, meu caro, sempre há!
E há algo estranho quando acordo, caio da cama, perco o sono, penso nela e no mundo
- Certamente você nunca amaste e nem estás apaixonado...
Abandonei tanta coisa. Poderia ser uma vida bem sucedida cujos muitos ambicionam
- Não serias, não te enganes, és poeta!
E sobre travar diálogos internos: ainda não defini se é loucura ou mera prepotência
- Aí reside a arte, meu caro!
Ela é maldita, né?
- Nem devias perguntar, já sabes bem o que é belo
A nudez...
domingo, 31 de julho de 2011
Um jogo (que prefiro não jogar)
Este é um futuro que não deveria ser
É o presente de algo que morreu semanas atrás
Mas este fim era anunciado antes mesmo de nos encontrarmos
Quando foi comprado o jogo de sins, nãos e talvezes
Você viciou em palavras com reticências
E neste jogo garotos entram e saem de sua porta
Mas a sala fica abandonada e você em sua cama querendo sonhar mais
Machismo e afins criaram as regras que você tanto gosta, baby
Será devorada até desaparecer, como preza sua fantasia
Gozar o gozo que teu corpo lhe dá, nunca desejou isso com outro
(Seria isto possível ao menos em seus sonhos?)
Sabe que arde, mas nunca é outro que faz teu fogo, pois ele é seu
Mas será apagado quando for comida
Assim como suas irmãs
Tão descabeladas quanto possam sofrer
Seus corações marcados por antigas amarras
Que mesmo soltos ainda sentem a dor
Pra se perderem em afagos cafajestes e palavras baratas
Eu já sei, vocês fingem que não
Logo mais alguns corações serão partidos, que dói na alma
Alma feminina que sabe bem das dores e desejos de sua irmã
São tão belas quando unidas nestes porres mundanos
Mas ver suas lágrimas me dói tanto nestes tempos
Quando não consigo parar de pensar e indagar a vocês:
Quando irão virar esta mesa pra o jogo acabar?
É o presente de algo que morreu semanas atrás
Mas este fim era anunciado antes mesmo de nos encontrarmos
Quando foi comprado o jogo de sins, nãos e talvezes
Você viciou em palavras com reticências
E neste jogo garotos entram e saem de sua porta
Mas a sala fica abandonada e você em sua cama querendo sonhar mais
Machismo e afins criaram as regras que você tanto gosta, baby
Será devorada até desaparecer, como preza sua fantasia
Gozar o gozo que teu corpo lhe dá, nunca desejou isso com outro
(Seria isto possível ao menos em seus sonhos?)
Sabe que arde, mas nunca é outro que faz teu fogo, pois ele é seu
Mas será apagado quando for comida
Assim como suas irmãs
Tão descabeladas quanto possam sofrer
Seus corações marcados por antigas amarras
Que mesmo soltos ainda sentem a dor
Pra se perderem em afagos cafajestes e palavras baratas
Eu já sei, vocês fingem que não
Logo mais alguns corações serão partidos, que dói na alma
Alma feminina que sabe bem das dores e desejos de sua irmã
São tão belas quando unidas nestes porres mundanos
Mas ver suas lágrimas me dói tanto nestes tempos
Quando não consigo parar de pensar e indagar a vocês:
Quando irão virar esta mesa pra o jogo acabar?
domingo, 26 de junho de 2011
Movimento
Não adianta enraizar, árvores não dançam
Não vou enraizar, árvores não se levam pela brisa
Não adianta enraizar, árvores não fazem sexo com fogo
Não vou me fincar por aqui, neste solo carente de outra cultura
Preciso ir lá. Lá, lá, lá.
Onde chove com Sol & Lua
Onde se canta sem saudade
Onde os gritos dos que amam soam pelas ruas
E se chora sem rancor
Vou lá onde sou rocha e a lava dança nas entranhas
Amolecendo a dureza tragada dos fracassos diários
Me derretendo junto com outros aventureiros
Enrubescendo pelo calor a ponto de explodir
Sempre indo nesse fluxo que move o calor interno, de um lado para outro
Eu irei prá lá e depois tem outro lá também
Preciso ir lá. Lá, lá, lá.
Onde chove com Sol & Lua
Onde se canta sem saudade
Onde os gritos dos que amam soam pelas ruas
E se chora sem rancor
Não vou enraizar, árvores não se levam pela brisa
Não adianta enraizar, árvores não fazem sexo com fogo
Não vou me fincar por aqui, neste solo carente de outra cultura
Preciso ir lá. Lá, lá, lá.
Onde chove com Sol & Lua
Onde se canta sem saudade
Onde os gritos dos que amam soam pelas ruas
E se chora sem rancor
Vou lá onde sou rocha e a lava dança nas entranhas
Amolecendo a dureza tragada dos fracassos diários
Me derretendo junto com outros aventureiros
Enrubescendo pelo calor a ponto de explodir
Sempre indo nesse fluxo que move o calor interno, de um lado para outro
Eu irei prá lá e depois tem outro lá também
Preciso ir lá. Lá, lá, lá.
Onde chove com Sol & Lua
Onde se canta sem saudade
Onde os gritos dos que amam soam pelas ruas
E se chora sem rancor
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Escritos de Maio - O Quarto
O Quarto
A conexão entre meu quarto e todo o mundo é a minha cabeça. Ou uma tela iluminando suavemente todos seus cantos: assim se revela a minha situação dentro de meu quarto. Assim é revelado parte de mim, até então imperceptível pela cegante luz branca. Foi a luz azulada e gentil junto da cálida amarela vinda ad rua que revela quem sou, sinto-me aconchegado em mim. E talvez seja assim todos outros quartos, mas cada um revelado peculiarmente: uma transa seria algo interessante, uma noite de insônia ou o choro pela beleza perdida.
Os quartos não pertencem ao mundo, pertencem somente aos seus donos, mas neles encontramos fragmentos da humanidade, da natureza, do universo, dos sentimentos, dos pensamentos, da memória e do vivido, nele crescem sonhos que virão a ser ou serão somente descartados. Ele é o lugar nenhum que muitos antropólogos anunciam, não há função alguma para o mundo a para nós funciona como um novo ventre (a hora do banho também é, depois explico) criado por nós mesmos do jeito que somos.
A conexão entre meu quarto e todo o mundo é a minha cabeça. Ou uma tela iluminando suavemente todos seus cantos: assim se revela a minha situação dentro de meu quarto. Assim é revelado parte de mim, até então imperceptível pela cegante luz branca. Foi a luz azulada e gentil junto da cálida amarela vinda ad rua que revela quem sou, sinto-me aconchegado em mim. E talvez seja assim todos outros quartos, mas cada um revelado peculiarmente: uma transa seria algo interessante, uma noite de insônia ou o choro pela beleza perdida.
Os quartos não pertencem ao mundo, pertencem somente aos seus donos, mas neles encontramos fragmentos da humanidade, da natureza, do universo, dos sentimentos, dos pensamentos, da memória e do vivido, nele crescem sonhos que virão a ser ou serão somente descartados. Ele é o lugar nenhum que muitos antropólogos anunciam, não há função alguma para o mundo a para nós funciona como um novo ventre (a hora do banho também é, depois explico) criado por nós mesmos do jeito que somos.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Childhood came back to me...
Childhood came back to me
And so the misunderstandings of many things I believed in
The silent and curious glare, in what once was old, is new again
Oh, my childhood, you are not lost, nor alone, no more
It is you who shows me who I am when I’m alone and almost lost
I do not miss you, once you are part of this life and what is to come
You have never really had gone like a already read chapter in a book
I do not face you like an afraid man facing a ghost
You are still growing inside me without ever being an adult
Because you are me, right now, and we certainly shall go beyond any age I have
And so the misunderstandings of many things I believed in
The silent and curious glare, in what once was old, is new again
Oh, my childhood, you are not lost, nor alone, no more
It is you who shows me who I am when I’m alone and almost lost
I do not miss you, once you are part of this life and what is to come
You have never really had gone like a already read chapter in a book
I do not face you like an afraid man facing a ghost
You are still growing inside me without ever being an adult
Because you are me, right now, and we certainly shall go beyond any age I have
sexta-feira, 25 de março de 2011
"A poesia de estar embriagado"
Se disser isso a um qualquer, perguntaria: que há de poesia nisso?
“Nada!!”
Mas o saxofone que ascende do inferno ao céu passeia livremente por este mundo, com seus acordes que progridem em hipnótica harmonia.
Tem algo que toca a minha essência. Desvendada ao tempo do longo solo e me mostra quão longínqua donde estou.
E aí está a poesia, meu caro cético!!
Aqui estão versos intensos sem propósito além de arrancar uma lasca duma pedra fundamental enterrada em meu alicerce.
Um mundo brota de minha essência, assim: como ele é.
Até chegarem a ti - reais e verbais por definição, com todas as máscaras das palavras enfeitadamente inventivas - se dissolvem e se reestruturam mediadas gramaticalmente, artificialmente, para criarem ilusões encantadoras.
Queria tirar toda a fantasia, desnuda e bela como ti.
Queria tirar essa máscara vomitada, real, sem teu sentimento.
Mas pra que?
Se isto não pode ver
E acaba por ver outra coisa quando sair de dentro de mim.
Mas de lá sempre imploram para saírem
No instante que correm por milhões de neurônios
E quando o sangue se inquieta no pulso do coração inconstante
Tenho que lhe dizer
Ou podemos ficar mudos e envergonhados de nosso ser
Sem expressão
Ou
Quem se apaixonaria por tais mentiras?
Quando se pode a qualquer lugar se banhar em verdades?
A andança pelo mundo nunca te dirá o que queres ouvir, mas marcará sua alma profundamente ao ponto de o caminho por ela percorrido ser infinito.
(E tudo ao som de Coltrane)
“Nada!!”
Mas o saxofone que ascende do inferno ao céu passeia livremente por este mundo, com seus acordes que progridem em hipnótica harmonia.
Tem algo que toca a minha essência. Desvendada ao tempo do longo solo e me mostra quão longínqua donde estou.
E aí está a poesia, meu caro cético!!
Aqui estão versos intensos sem propósito além de arrancar uma lasca duma pedra fundamental enterrada em meu alicerce.
Um mundo brota de minha essência, assim: como ele é.
Até chegarem a ti - reais e verbais por definição, com todas as máscaras das palavras enfeitadamente inventivas - se dissolvem e se reestruturam mediadas gramaticalmente, artificialmente, para criarem ilusões encantadoras.
Queria tirar toda a fantasia, desnuda e bela como ti.
Queria tirar essa máscara vomitada, real, sem teu sentimento.
Mas pra que?
Se isto não pode ver
E acaba por ver outra coisa quando sair de dentro de mim.
Mas de lá sempre imploram para saírem
No instante que correm por milhões de neurônios
E quando o sangue se inquieta no pulso do coração inconstante
Tenho que lhe dizer
Ou podemos ficar mudos e envergonhados de nosso ser
Sem expressão
Ou
Quem se apaixonaria por tais mentiras?
Quando se pode a qualquer lugar se banhar em verdades?
A andança pelo mundo nunca te dirá o que queres ouvir, mas marcará sua alma profundamente ao ponto de o caminho por ela percorrido ser infinito.
(E tudo ao som de Coltrane)
quarta-feira, 23 de março de 2011
A fast, passionate, poem
If there's sparkles in their eyes
If there's fire in their hearts
Their mouths shall melt
Their bodies twist and roll
And the ecstasy bursts
If there's fire in their hearts
Their mouths shall melt
Their bodies twist and roll
And the ecstasy bursts
terça-feira, 22 de março de 2011
Depois do domingo
Depois que o futebol do domingo acabar
O que vem à cabeça quando já for tarde da noite: é a hora de dormir!
Porque é extenuante o sagrado dia do descanso
Mesmo quando o próximo dia virá naturalmente
E assim será para todos seus colegas que falarão sobre o jogo de ontem
Enquanto ignoram (ou escondem) as verdades contidas no jogo maior que o futuro traz
E esse jogo já estará perdido apenas em algumas horas de vida
Lembro-me dos jogos que fingimos não competir
Enquanto vemos programas de auditório e algo patrocinado pelo dinheiro
Chegamos a nos perguntarmos sobre a real de toda a cena mainstream?
Qual é a canção que ouvirão do rádio? Será ela a voz de uma geração?
Ninguém grita a plenos pulmões e assim todos perderão a voz
O que será do sangue quando se empedra ao ouvir um tabu?
É um zeitgeist perdido numa era que nem a mente afiada compreende
Sim, meus queirdos, o mundo nunca parou e isso não é motivo para a ignorância
Então, para melhor, damos um tempo para esquecemos de produzir valores se queremos a liberdade factual
O que vem à cabeça quando já for tarde da noite: é a hora de dormir!
Porque é extenuante o sagrado dia do descanso
Mesmo quando o próximo dia virá naturalmente
E assim será para todos seus colegas que falarão sobre o jogo de ontem
Enquanto ignoram (ou escondem) as verdades contidas no jogo maior que o futuro traz
E esse jogo já estará perdido apenas em algumas horas de vida
Lembro-me dos jogos que fingimos não competir
Enquanto vemos programas de auditório e algo patrocinado pelo dinheiro
Chegamos a nos perguntarmos sobre a real de toda a cena mainstream?
Qual é a canção que ouvirão do rádio? Será ela a voz de uma geração?
Ninguém grita a plenos pulmões e assim todos perderão a voz
O que será do sangue quando se empedra ao ouvir um tabu?
É um zeitgeist perdido numa era que nem a mente afiada compreende
Sim, meus queirdos, o mundo nunca parou e isso não é motivo para a ignorância
Então, para melhor, damos um tempo para esquecemos de produzir valores se queremos a liberdade factual
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Tempo
Tempos brutos
Que me obrigam a recuperar a sensibilidade perdida
Por uma cabeça cotidianamente fervente
Próxima a explodir por qualquer faísca
Sensibilidade abandonada é assim: o amor se foi
Em meio destes modos recrudescidos pela necessidade de mais e mais
Diante das incertezas por muito ocultas nas verdades reconfortantes
E passa-se o tempo solitário
Amigos cabisbaixos também perecem sem suas repostas
Eram questões que preferia não perguntar
Mas a coragem nos leva para outras estradas
Assim nos reencontramos
Em meio ao fogo dos desejos
Em meio à desolação do inalcançado
Em meio ao drama do fim
Em meio do insensível
E ela volta?
Desde que eu a encontre, mas...
Que me obrigam a recuperar a sensibilidade perdida
Por uma cabeça cotidianamente fervente
Próxima a explodir por qualquer faísca
Sensibilidade abandonada é assim: o amor se foi
Em meio destes modos recrudescidos pela necessidade de mais e mais
Diante das incertezas por muito ocultas nas verdades reconfortantes
E passa-se o tempo solitário
Amigos cabisbaixos também perecem sem suas repostas
Eram questões que preferia não perguntar
Mas a coragem nos leva para outras estradas
Assim nos reencontramos
Em meio ao fogo dos desejos
Em meio à desolação do inalcançado
Em meio ao drama do fim
Em meio do insensível
E ela volta?
Desde que eu a encontre, mas...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Trecho de algo a mais a escrever
(Parte Única – As abstrações que serão guardadas na memória)
Nestas províncias até as máquinas são abusadas, mas não pela exaustão, antes pelas crenças que os valores deste lugar hão de construir algo, mas não vão além do que sempre se crê, do que é dado como certo e assim sempre será - talvez venha daí a religiosidade desta cidade. Não poderia lhe encaixar tão bem algo tão medieval. Medievalmente positivista, sempre uma coisa de cada vez, sempre ligado a um caminho para o sucesso, o positivo, o acrescentar incessante, acrescentando somente as coisas valorosas para o próximo movimento de extrema utilidade para o sucesso.
E se tudo isso for ideológico, devo dizer que é o mais fracassado dos sistemas. E tudo aqui seria tão carregado de malditos símbolos forjados no provincianismo paulista.
Quando escrevo é como se a última herança deste mundo estivesse se desfazendo, um mundo que finalmente se esvai e agora estamos todos bem para viver, agora temos outros sentidos para descobrir novos significados onde símbolo algum nos denegrirá. Mas aí olho em volta e tudo volta a ser extenuante pois nada mudou, mas há algo que já não é mais em mim, algo que está para ser quando ando nas ruas noturnas. Preciso sair daqui, doar todo para a caridade, tudo o que eu preciso é um tostão por dia.
E as horas da madrugada esvaem-se, ao tocar do relógio desesperadamente calmo, pois nem ele agüenta ser tão abusado pelo cotidiano; justo ele, que tem o tempo em seus braços.
Nestas províncias até as máquinas são abusadas, mas não pela exaustão, antes pelas crenças que os valores deste lugar hão de construir algo, mas não vão além do que sempre se crê, do que é dado como certo e assim sempre será - talvez venha daí a religiosidade desta cidade. Não poderia lhe encaixar tão bem algo tão medieval. Medievalmente positivista, sempre uma coisa de cada vez, sempre ligado a um caminho para o sucesso, o positivo, o acrescentar incessante, acrescentando somente as coisas valorosas para o próximo movimento de extrema utilidade para o sucesso.
E se tudo isso for ideológico, devo dizer que é o mais fracassado dos sistemas. E tudo aqui seria tão carregado de malditos símbolos forjados no provincianismo paulista.
Quando escrevo é como se a última herança deste mundo estivesse se desfazendo, um mundo que finalmente se esvai e agora estamos todos bem para viver, agora temos outros sentidos para descobrir novos significados onde símbolo algum nos denegrirá. Mas aí olho em volta e tudo volta a ser extenuante pois nada mudou, mas há algo que já não é mais em mim, algo que está para ser quando ando nas ruas noturnas. Preciso sair daqui, doar todo para a caridade, tudo o que eu preciso é um tostão por dia.
E as horas da madrugada esvaem-se, ao tocar do relógio desesperadamente calmo, pois nem ele agüenta ser tão abusado pelo cotidiano; justo ele, que tem o tempo em seus braços.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Por quanto tempo a cidade será moribunda?
O cara mais velho da cidade finalmente foi deixado por toda a família
Morgando sozinho em casa não era um bom negócio
Ele saiu errante pelas ruas, passando os dias por elas
Descansado o corpo na calçada
Como se fosse pedinte sem esmola, uma mente livre na real
Mas as pessoas apressadas nunca pensaram o mesmo
Nenhum jamais sentou ao seu lado com um trago convidativo a compartilhar
Só umas moedas eram jogadas ao seu lado
“Que diabos há com as ruas? Ninguém passa dias, nem mesmo uma única noite aqui fora!
Eu sou aquele que a morte quer, mas parece que sou eterno e a cidade à tempos é um cadáver abandonado.
Meu caro veja estas moedas, são mais velhas que meu espírito, porque a cada dia levanto novo!
Mas ninguém está aqui para diversão!”
Grande razão tem as palavras do velho!
A cidade está morta!
À noite só temos álcool e cigarros
Às vezes é tão solitário mesmo com amigos
Acaso quem não está só de passagem ao nosso lado?
Muitos só estão voltando para descansar
Mas não é o aconchego do lar que faz o homem tão débil?
Vejo que não estão a descansar
Estão a morrerem em suas casas para serem zumbis do trabalho
Você observa aquele homem atravessando tantos lugares na cidade
Ela não está nem um pouco velho, e ainda está livre, uma benção da idade
O mais velho torno-se livre!
Ouçam seus dizeres! Vamos ouvi-lo e à noite viver sua sabedoria!
Ei, meu caro amigo
O que vocês farão sobre estes dias?
Eles não são obscuros, a humanidade não está perdida
Nós não vemos o amor em muitos lugares, é verdade
Mas não tem churumela pra fugir
Garotos e garotas! Garotas sem garotos! Garotos com garotos e garotas com garotas! A cidade é de vocês!
“Ninguém deve culpar o amor por ele correr livremente em nossas ruas
Venham logo! Caiam fora de seus lamentáveis quartos e façam amor em todo lugar!
É! Todos devem fazer! Toda a cidade deve suspirar toda hora de toda noite!”
Morgando sozinho em casa não era um bom negócio
Ele saiu errante pelas ruas, passando os dias por elas
Descansado o corpo na calçada
Como se fosse pedinte sem esmola, uma mente livre na real
Mas as pessoas apressadas nunca pensaram o mesmo
Nenhum jamais sentou ao seu lado com um trago convidativo a compartilhar
Só umas moedas eram jogadas ao seu lado
“Que diabos há com as ruas? Ninguém passa dias, nem mesmo uma única noite aqui fora!
Eu sou aquele que a morte quer, mas parece que sou eterno e a cidade à tempos é um cadáver abandonado.
Meu caro veja estas moedas, são mais velhas que meu espírito, porque a cada dia levanto novo!
Mas ninguém está aqui para diversão!”
Grande razão tem as palavras do velho!
A cidade está morta!
À noite só temos álcool e cigarros
Às vezes é tão solitário mesmo com amigos
Acaso quem não está só de passagem ao nosso lado?
Muitos só estão voltando para descansar
Mas não é o aconchego do lar que faz o homem tão débil?
Vejo que não estão a descansar
Estão a morrerem em suas casas para serem zumbis do trabalho
Você observa aquele homem atravessando tantos lugares na cidade
Ela não está nem um pouco velho, e ainda está livre, uma benção da idade
O mais velho torno-se livre!
Ouçam seus dizeres! Vamos ouvi-lo e à noite viver sua sabedoria!
Ei, meu caro amigo
O que vocês farão sobre estes dias?
Eles não são obscuros, a humanidade não está perdida
Nós não vemos o amor em muitos lugares, é verdade
Mas não tem churumela pra fugir
Garotos e garotas! Garotas sem garotos! Garotos com garotos e garotas com garotas! A cidade é de vocês!
“Ninguém deve culpar o amor por ele correr livremente em nossas ruas
Venham logo! Caiam fora de seus lamentáveis quartos e façam amor em todo lugar!
É! Todos devem fazer! Toda a cidade deve suspirar toda hora de toda noite!”
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Alegoria das famílias & algozes
Maldito seja o establishment da família linda
Que não passa de uma pedra carregada ao topo do morro da hipocrisia
Pra rolar abaixo e cair sobre a alma daqueles que a denunciam como fábula
Os terríveis algozes sem piedade
Que de sábia atitude não sobem o maldito monte
Que não passa de uma pedra carregada ao topo do morro da hipocrisia
Pra rolar abaixo e cair sobre a alma daqueles que a denunciam como fábula
Os terríveis algozes sem piedade
Que de sábia atitude não sobem o maldito monte
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