domingo, 6 de janeiro de 2008

A tentativa de assassinato do Domingo pela Televisão

Maldita televisão, graças a ela os domingos nunca mais foram os mesmos.
Não conseguiu matar o domingo, mas o amaldiçoou com os programas de auditório, percebe-se isso só de ver um sorriso tolo, longe de ser uma verdadeira expressão, de quem vai ganhar um dinheiro transcendendo o estúdio para estampar-se mecanicamente naqueles que assistem passivamente. De fato, isso foi a mais inútil inovação televisiva.
Mas além dessa novidade a verdade é ela quem contribui para a mesmice dominical. Mesmo assim até penso que talvez nem somente ela seja culpada quando milhares resolvem colar a bunda num acento e assistir tudo o que se pode ver ao vivo lá fora da sala: qualquer competição esportiva, digo futebol, ou uma celebração religiosa, quero dizer missa... Considerando que tais coisas também têm seu crédito no deprimente dia sagrado de descanso, mas acho que antes de serem televisadas (não televisionadas) deviam ser mais interessantes.
A sagacidade daqueles que sacaram isso é tão incrível que logo a televisão passou a te levar a qualquer lugar do planeta ou do centro da sua cidade sem você ter que se arriscar nas ruas, o que não convém a um bom cidadão cristão. Também lhe dão toda aquela adrenalina que suas supra-renais nunca expeliram nas corridas de Formula 1 ou qualquer esporte radical já televisado... Aí está a grande tirada que lhes falei: o ócio em potencial do domingo, ou sua monotonia, é a deixa para certas mentes lucrativas televisarem tudo o que poderia ser vivido intensamente no que viria ser um extraordinário dia sagrado de descanso, mas hoje deprimente quase moribundo.

"Whats's pensas?"

Um comentário:

Eduardo Meneghin disse...

Tão ácido
que mergulhei minha tv
em um aquário
sulfúrico