quarta-feira, 2 de abril de 2008

Travessia

Passo por uma porta me arrastando
Deixo pra trás muita coisa que não queria
Diante de uma barreira sempre invisível e atravessadiça
Que impede que se leve toda uma existência realizada
O inconsciente passa livremente, também os devaneios e ecos passados
Sei que outra porta será trancada, ouço o som lento e dramático
Rangendo e BLAM !!
Sigo com o olhar para trás, querendo abrir mais e mais portas
Correndo feito um insano pra dar de cara com mais um acesso à algo que não sei
Acelero, passo correndo sem saber ao certo o que era
E dou de cara com uma barreira intransponível !!
Despenco ao chão
Tenho que lembrar
Tenho que saber
Tenho que acordar
Caio em sonho só por sonhar
Sigo. Mais um caminho se revelou

Um comentário:

Bárbara (B.) disse...

E eu não fazia idéia de que também mantinhas um blog. Que bela surpresa!

Gostei das suas palavras. O título me remeteu a música homônima do Milton. Conhece?

Beijo meu, moço.